O Maranhão vem se consolidando como um dos principais polos emergentes do setor sucroenergético brasileiro, com crescimento expressivo na produção de etanol e ganho relevante de participação no cenário nacional.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a produção de etanol no estado saltou de 167.268 m³ em 2024 para 655.578 m³ em 2025, representando um crescimento de 292% no período. O desempenho posiciona o Maranhão como o maior produtor entre os estados das regiões Norte e Nordeste.

Além do avanço em termos absolutos, o estado também ampliou sua relevância na produção nacional. A participação do Maranhão passou de 0,45% em 2024 para 1,82% em 2025, evidenciando a rápida expansão do setor e sua crescente inserção na matriz energética brasileira.
Esse movimento reflete o fortalecimento da cadeia produtiva da bioenergia no estado, impulsionado pela combinação de fatores estratégicos, como a disponibilidade de matéria-prima, a expansão da fronteira agrícola, a localização geográfica favorável e a intensificação de investimentos industriais.
Nesse contexto, o Maranhão se destaca como uma nova fronteira de crescimento da bioenergia no Brasil. O ambiente atual favorece a instalação de novas unidades produtivas, a ampliação da capacidade das usinas já existentes e o desenvolvimento de cadeias associadas, incluindo logística, armazenamento e aproveitamento de coprodutos da indústria sucroenergética.
Outro vetor relevante é o avanço do etanol de grãos, que vem ganhando espaço como alternativa complementar à produção tradicional, ampliando a diversificação da matriz produtiva e aumentando a resiliência do setor no estado.
Diante desse cenário, o Maranhão reforça seu potencial para atrair novos investimentos e consolidar-se como um polo estratégico na produção de energia renovável. O crescimento observado nos últimos anos não apenas fortalece a economia regional, mas também contribui para o avanço da transição energética no país, com base em fontes mais limpas e sustentáveis.

